Como a sustentabilidade pode atrair mais investimentos para o mercado imobiliário brasileiro?



A preocupação com melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) é uma tendência mundial que vem ganhando força no Brasil e movimentando a indústria de gestão de ativos. Segundo estimativas, um terço dos ativos em nível global já são voltados para investimentos sustentáveis.


O conceito leva em conta questões corporativas, como emissão de carbono, impacto ambiental, cidadania e desenvolvimento de capital, para a tomada de decisão

sobre investimentos. Os critérios ESG também funcionam como moderadores de risco, pois dão mais credibilidade aos investidores sobre as companhias em que estão alocando capital, o que garante o retorno do investimento.


Para as empresas, a preocupação com o meio-ambiente e políticas sociais também reflete em uma reputação mais positiva entre os consumidores e, com isso, um em melhor desempenho financeiro. E para o mercado imobiliário, não é diferente. Após um período de crise, o setor começou a se recuperar este ano e vive uma

janela de oportunidade.


Aliado a esse cenário, outro dado também chama a atenção: o Brasil está entre os cinco países com maior déficit habitacional do mundo. Segundo pesquisa da Asso-

ciação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas FGV), seria necessário construir 1,2 milhão de imóveis ao ano para atender a demanda por moradia na próxima década. O déficit em unidades habitacionais cresceu 7% em apenas 10 anos, de 2007 a 2017, atingido 7,78 milhões em 2017.


Aproveitando esse movimento, o ESG pode ser um importante aliado da indústria de imóveis para conquistar investimentos e impulsionar o setor. Inclusive, investidores estrangeiros já vêm apostando nesse diferencial. Um relatório publicado pela Harvard Business Review apontou que, a partir do início de 2018, a cada US$ 4 trilhões investidos nos EUA, US$ 1 trilhão foi encaminhado para investimentos sustentáveis. No

ano passado, esse valor chegou a US$ 11,6 trilhões, um aumen-

to de US$ 9 trilhões em comparação a 2010.


E não só a economia ganha com esses investimentos, mas a sociedade também. O crescimento da adoção de princípios ESG traz à tona a melhoria do sistema como um todo, já que aumenta a entrega de práticas sociais e ambientais positivas.


Pensando no mercado imobiliário, esse retorno para a população chega a oferecer residências que aliam arquitetura, tecnologia, sustentabilidade e

práticas de engajamento social.


Pensando no mercado imobiliário, esse retorno para a população chega a oferecer residências que aliam arquitetura, tecnologia, sustentabilidade e práticas de engajamento social



Já pensou viver em um condomínio hi-tech, com uma série serviços e soluções integradas no âmbito do imóvel e do prédio, como sensores e medidores inteligentes, Wi-Fi em todos os ambientes, horta urbana, gestor social, biblioteca e até

creche para as crianças?

Esse novo conceito tem como foco a economia compartilhada, que faz com que os moradores tenham maior interação. O objetivo é entre-

gar um novo tipo de moradia, que tem como centro principal melhorar a vida das pessoas com projetos inteligentes, ao mesmo tempo que atraem novos investidores e fortalecem a economia.


E engana-se quem acredita que esses imóveis são voltados apenas para classes mais altas, pelo contrário, hoje já é possível financiar um apartamento com esse conceito até

pelo programa Minha Casa Minha Vida, da Caixa Econômica Federal. Isso porque, com a aposta em inovação e tecnologia, essas moradias contam com soluções que não

são normalmente aplicáveis aos produtos de interesse social. Há menos desperdício de

materiais e maior agilidade nos processos, o que reduz os custos de construção de uma

forma geral. A inovação também permite, inclusive, diminuir os gastos com condomínio, internet, energia e até TV a cabo.


Em um mundo globalizado essas iniciativas estão cada vez mais presentes e o desafio é que todas as pessoas possam ter acesso a esse novo jeito de viver de agora em diante. O investimento nesses novos empreendimentos desencadeia um grande potencial de crescimento para todos os envolvidos, e essa é a verdadeira sustentabilidade.

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