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Coronavírus no esgoto?


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Desde dezembro de 2019 uma pauta não sai dos jornais: o novo coronavírus. A doença que estava restrita ao norte global, já se alastrou para o mundo todo e desde 11 de março de 2020 passou a ser considerada uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde. O coronavírus, causador da doença chamada COVID-19, pode ser transmitido por meio do contato próximo com pessoas contaminadas, a partir da tosse, espirro, gotículas de saliva, e de objetos ou superfícies contaminadas como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos e teclados de computador, por exemplo. Mas também já foi detectado nas fezes de pacientes com COVID-19 e, mais recentemente, em amostras de esgoto.


É o que mostra, por exemplo, um estudo realizado nos Países Baixos, que reportou a ocorrência do novo coronavírus em amostras de esgoto do aeroporto de Schiphol em Amsterdã e das estações de tratamento de esgoto (ETE) de Kaatsheuvel e Tilburg.


O INCT ETEs Sustentáveis começou a pesquisar sobre esse assunto e está planejando ações visando a detecção e quantificação da ocorrência do coronavírus em amostras de esgoto.


COVID-19, a pandemia do século


Os primeiros casos de COVID-19 foram registrados na China, na cidade de Wuhan, epicentro da doença. Após medidas de restrição de circulação de pessoas e de controle da doença adotadas pelo governo chinês, a cidade e o próprio país vêm registrando a diminuição no número de infectados.

No mundo todo vem sendo adotado o isolamento social como medida para tentar conter a propagação do novo coronavírus. Entretanto, é primordial a intensificação das medidas de higiene pessoal, como lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou higienizá-las com álcool em gel; e manter ao menos um metro de distância de outras pessoas.

Mas, e quanto a presença do novo coronavírus nas fezes e no esgoto, mencionada no início do texto?


Coronavírus nas fezes e no esgoto: implicações e cuidados


Trabalhos recentes publicados na revista científica Lancet Gastroenterol Hepatol (vol. 5; Abril/ 2020) reportaram a presença do novo coronavírus nas fezes de pacientes com COVID-19.

Como comentado no início do texto, o novo coronavírus também foi detectado em amostras de esgoto do aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, bem como em amostras das Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) das cidades de Kaatsheuvel e de Tilburg. Pensando no Brasil, onde existe um elevado déficit de coleta e tratamento do esgoto, a possibilidade de transmissão via feco-oral do novo coronavírus precisa ser investigada.


Quais as implicações disso para o Brasil e para o setor de Saneamento?


A Nota técnica COVID-19 e o Saneamento no Brasil, elaborada por pesquisadores do INCT ETEs Sustentáveis, destaca as principais implicações e apresenta as ações que estão sendo planejadas pelo Instituto relacionadas a esse assunto.

O monitoramento da presença de agentes infecciosos no esgoto pode ser adotado como estratégia para detecção da presença de doenças ou infecções virais na população. Nesse contexto, o INCT ETEs Sustentáveis está planejando ações visando contribuir para o mapeamento epidemiológico do novo coronavírus, inicialmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Em relação aos profissionais envolvidos com a operação e manutenção dos serviços de esgotamento sanitário e aos pesquisadores que têm contato ou manuseiam amostras de esgoto, as medidas de higiene, proteção e segurança ocupacional, repassadas e adotadas como padrão, são eficazes na proteção contra o novo coronavírus. De qualquer forma, é importante ressaltar a importância do uso de todos os equipamentos de proteção individual por esses profissionais e pesquisadores, incluindo roupas de proteção, luvas, botas, óculos de segurança e máscara facial, para que não sejam expostos a riscos desnecessários.



Acesse o site http://etes-sustentaveis.org/?p=4133# e confira a matéria completa

 
 
 

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