Genética, tecnologia e empreendedorismo aliados à natureza promovem o sucesso do agro no Brasil

THOMAS BRITZE - CEO AMVAC do Brasil


VIDI – A AMVAC do Brasil está neste mercado há pouco mais de dois anos. Como foi a decisão de vir para o Brasil e quais os principais objetivos dessa instalação?

Thomas Britze – A AMVAC do Brasil é uma companhia da American Vanguard, multinacional Americana que atua há 50 anos com protagonismo no agronegócio mundial. A chegada da empresa ao Brasil faz parte de uma expansão estratégica, com o objetivo de ampliar os seus negócios na América Latina.


VIDI – Quais os desafios que a AMVAC do Brasil vê pela frente, considerando que representa uma empresa com mais de 50 anos nesse mercado?

TB – A AMVAC do Brasil é totalmente comprometida com o sucesso da Agricultura Brasileira. Tem como foco oferecer ao produtor brasileiro um amplo e avançado portfólio de soluções, denominado 3P Solutions (Performance, Proteção e Produção), com soluções de alta tecnologia que proporcionam maior produtividade às culturas, contribuindo para uma agricultura melhor e mais sustentável, garantindo a longevidade do mundo. Além das Soluções Crop Production e Crop Protection, a AMVAC do Brasil oferecerá ao mercado brasileiro, muito em breve, a tecnologia disruptiva SIMPAS, que é moderna, segura e oferece vantagens econômicas e ecológicas. Algo que também está no DNA da AMVAC do Brasil são as práticas ESG (Environmental, Social and Governance), direcionando as nossas perspectivas e dando propósito a todas as nossas atividades. Além disso, a AMVAC do Brasil se preocupa muito com os seus colaboradores, não é à toa que fomos eleitos uma das 10 melhores empresas para trabalhar no Agronegócio pelo prêmio GPTW (Great Place To Work) em parceria com a ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio) e a Revista Globo Rural. Então, nosso caminho com certeza é de muitas conquistas para atender cada vez melhor o Agro Brasileiro!


VIDI – Você pode falar para nós um pouco mais sobre os produtos da AMVAC do Brasil? TB – Eu tenho muito orgulho de poder falar sobre as soluções que oferecemos ao produtor brasileiro. Então, complementando, posso dizer que nossa Linha Crop Production garante ao produtor brasileiro mais rendimento à lavoura. Quem não deseja mais produtividade? Temos soluções para tratamento de sementes, enraizamento, controle de estresse provocado por calor extremo e para diversas outras deficiências que precisam ser corrigidas nas plantas, proporcionando excelentes resultados no campo. Em relação à nossa Linha Crop Protection, temos produtos de altíssima eficiência para controle de pragas e doenças nas lavouras, como o Counter que é um nematicida e inseticida de ação sistêmica, que está ajudando bastante os produtores com os problemas de pragas nas raízes e o Redshield, que é um cobre protetor de ação multissítio. Em resumo, convido aqueles que não conhecem nossas soluções a se surpreenderem com a performance delas!



VIDI – Na abertura do site da AMVAC do Brasil vemos um alerta para uso correto e seguro dos defensivos agrícolas. Como o senhor vê, no mercado brasileiro, a atenção a essas recomendações?

TB – O site da AMVAC do Brasil foi totalmente desenvolvido de acordo com a Regulamentação brasileira para Defensivos agrícolas, já que nós ofertamos ao mercado as duas linhas: Crop Protection e Crop Production. Neste sentido, os alertas dentro do site são para orientar o produtor sobre o uso correto e seguro dos defensivos agrícolas. Este é um trabalho que tem sido, inclusive, desenvolvido pelo SINDIVEG (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal) e suas associadas. O intuito é que as boas práticas sejam aplicadas, evitando quaisquer tipos de problemas durante a aplicação dos produtos e garantindo assim melhores resultados. Além disso, visa conscientizar a população brasileira, de forma geral, que os defensivos são utilizados no Brasil apenas nas quantidades necessárias às culturas e que sem eles nossa produção estaria comprometida, devido às pragas e doenças. Vale ressaltar que antes de serem disponibilizados para comercialização todos os defensivos agrícolas, seja da AMVAC do Brasil ou de outra empresa do ramo, passam por um rigoroso critério de registro pela ANVISA, IBAMA e MAPA e, só então, depois de serem apresentados os relatórios técnicos que comprovem que os índices estão dentro do permitido é que os produtos podem ser comercializados. Em resumo: os alimentos produzidos no Brasil são muito seguros!


VIDI – Como o senhor vê, em nosso mercado, o avanço do uso da engenharia agronômica, visando melhores índices de produtividade com qualidade e segurança?

TB – No que diz respeito à inovação e tecnologia no agronegócio, o Brasil sempre foi um exemplo de implementação de novas tecnologias com bravura e sucesso, além de muita dedicação e engajamento por parte dos produtores brasileiros. Temos o plantio direto, novas sementes, transgênicos e outras ferramentas que são exemplos do que a indústria desenvolveu e tropicalizou para o Brasil, que é um continente. A indústria continua disponibilizando novas soluções para os produtores brasileiros produzirem mais e melhor. Muita coisa irá acontecer por aqui, revolucionando ainda mais o campo: inteligência artificial, agricultura 4.0, transformação digital e machine learning são práticas que veremos cada vez mais presentes no agronegócio brasileiro, o que será positivo para todo o setor. Porém, ainda é necessária a desburocratização do setor, para que todas as ferramentas tecnológicas possam ser utilizadas por nossos produtores, para obtermos lavouras cada vez mais rentáveis, com alta performance e, acima de tudo, sustentabilidade.

VIDI – Na sua visão o que falta ou o que se pode fazer melhor para incrementar ainda mais o desenvolvimento do setor agropecuário brasileiro?

TB – O Agronegócio Brasileiro merece ser comunicado mais positivamente e melhor, e esse é um papel que cabe a cada um de nós: falar mais dentro de nossas famílias, empresas e na sociedade como um todo sobre a importância do Agronegócio brasileiro. A meu ver, os agricultores brasileiros são verdadeiros guerreiros e heróis, porque aqui não existem subsídios como nos Estados Unidos ou como na Europa, países que oferecem fortes subsídios para a Agricultura. Portanto, nossos agricultores merecem mais respeito e o Brasil precisa ocupar um papel mais protagonista como celeiro do mundo. Como eu já disse em outras oportunidades, minha proposta é que haja uma comunicação única, uma ação conjunta que envolva governo, associações, jornalistas/mídia, empresas e clientes, para mostrar a realidade: que o Brasil possui uma das agriculturas mais sustentáveis do mundo. Isso, sem dúvida, vai contribuir com a nossa imagem dentro e fora do país. Outro ponto que julgo de extrema importância é a Educação. Devemos, desde os anos iniciais na escola, ensinar as crianças sobre a origem dos alimentos, para que saiba, que eles não são produzidos no supermercado: são produzidos no campo e por isso os agricultores merecem muito mais respeito do que atualmente eles recebem.


VIDI – O senhor é de origem Alemã e diz constantemente que está no Brasil por decisão pessoal e que ama este país. Como nasceu essa paixão? Ser um apaixonado pelo país tem influência no desenvolvimento de suas qualificações profissionais, direcionando-as para trabalhar pelo bem do país que o recebe?

TB – Em 1999, quando eu trabalhava na Bayer Portugal, fiz a minha primeira viagem ao Brasil, junto com clientes (era uma viagem de incentivo) e nesta oportunidade eu conheci o Rio de Janeiro e Fortaleza. Me apaixonei pelo país, graças à sua beleza, seu povo acolhedor e humano e às oportunidades que enxerguei aqui, mas naquela época nunca imaginei que viria algum dia trabalhar e residir no país. Voltei novamente ao Brasil no ano seguinte com clientes. Foi só em 2005, cinco anos depois, que recebi o convite da Bayer para assumir a Bayer Crop Science Brasil. Foi algo muito desafiador no que diz respeito aos laços familiares, mas sem dúvida uma oportunidade única para minha carreira profissional e foi por isso que em 2006 me mudei para o Brasil. Com toda a certeza trabalhar em um país pelo qual a gente é apaixonado faz toda a diferença. Porém, acredito que a minha forma de liderar equipes, desenvolvendo-as e dando a elas autonomia para aprimorarem ainda mais suas habilidades também têm muito a ver com a minha personalidade, formação e valores. A junção desses dois fatores (paixão e personalidade) contribuem para que eu seja um líder cada vez melhor, e é isso que busco todos os dias. Eu amo o Brasil e quero continuar a contribuir com esse país. Para mim é uma honra defender a imagem do Brasil na minha família, entre os meus amigos e todo meu network internacional.





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